Moçambique

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EMATUM inicia operação este mês

A EMPRESA Moçambicana de Atum (EMATUM) lança este mês as operações de captura de atum ao largo da costa de Moçambique, marcando, desta forma, o início da pesca comercial deste marisco por empresas moçambicanas.

Segundo António Carlos do Rosário, a operação será lançada com o recurso às cinco embarcações de pesca de atum que já chegaram ao país, há sensivelmente um mês, enquanto se espera pela recepção das restantes.

Conforme adiantou, o lançamento da operação de captura deste marisco vai coincidir com a época de pico da pesca de atum. As cinco embarcações da EMATUM que estarão envolvidas na actividade foram apresentadas recentemente como parte da componente civil e comercial que vai beneficiar da protecção da Marinha de Guerra de Moçambique que também recebeu novos meios para vigilância e combate a actividades ilícitas ao longo da costa.

Até aqui chegaram cinco embarcações, mas ao todo são 24. Em Dezembro chegarão mais 10 e no próximo ano 9, para completar o número, segundo indicou a nossa fonte.

Neste momento, as embarcações estão a servir para o processo de formação e treino da tripulação, ao que se vai seguir a fase de adestramento, no alto mar, da tripulação e dos pescadores.

“Uma embarcação desta tem duas componentes, sendo uma que é a que vai pilotar o barco e a outra que vai gerir as artes de pesca, recolher o produto, semi-processar e congelar a bordo. Esta fase não pode começar ainda enquanto a primeira não tiver terminado. Não se trata apenas de ter o barco, é preciso formar o homem e isso leva o seu tempo. As embarcações chegaram há sensivelmente um mês e desde lá estamos a formar”, disse do Rosário.

“As cinco embarcações serão pilotadas por moçambicanos e que até ao momento demonstraram que estão em condições de conduzir para o alto mar”, acrescentou.

Os cinco barcos de pesca foram construídos na empresa francesa Construções Mecânicas da Normandia (CMN) e são parte de um investimento na ordem de 500 milhões de dólares norte-americanos que incluem, igualmente, traineiras e três barcos patrulha de 32 metros.

As cinco embarcações têm 23,50 metros cada e são as primeiras a serem entregues à EMATUM. São accionistas da EMATUM o IGEPE – Instituto de Gestão das Participações do Estado, a Emopesca – Empresa Moçambicana de Pesca e, a GIPS - Gestão de Investimentos, Participações e Serviços, Limitada.

A criação, entrada em funcionamento e da actividade de pesca da EMATUM vem abrir espaço para que Moçambique comece a participar de forma activa no negócio do atum que até à data é feito largamente por países da União Europeia e pelo Japão.

Neste momento, segundo dados disponíveis, a contribuição da pesca do atum para a economia moçambicana é de pouco mais de um milhão de dólares americanos, um valor considerado marginal pelo Ministério das Pescas.

Com a criação da EMATUM, espera-se que o negócio possa gerar uma receita anual de 90 milhões de dólares, para além de que o uso dos portos nacionais e demais serviços pode produzir receitas entre 150 a 200 mil dólares por cada entrada de barco.

Igualmente, com a entrada em funcionamento da EMATUM, espera-se gerar entre mil e 500 empregos para os jovens moçambicanos, sem incluir os empregos indirectos gerados pela industrialização e comercialização do atum e outros empregos.

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