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CFB espera 100 novas locomotivas até ao final do ano

Cem novas locomotivas vão entrar em funcionamento ainda, este ano, na linha dos Caminhos de Ferro de Benguela (CFB), informou, na cidade do Cuito, Bié, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa, José Carlos Gomes.

Em declarações à Angop, no quadro de uma visita de campo de apenas um dia, realizada a 29 de Março, à cidade do Cuito (Bié), José Carlos Gomes disse que a aquisição das máquinas visa reforçar a circulação do comboio no percurso Lobito/Luau, com 1.344 quilómetros.

José Carlos Gomes fez saber que apesar da expectativa, a gestão do Caminho de Ferro de Benguela ainda não foi entregue à empresa, tendo adiantado que ficou para Dezembro próximo, o empreeiteiro (empresa chinesa) passará a responsabilidade à administração do CFB.

Disse que as máquinas, que o país receberá, são da General Electric, que no seu entender é considerada a líder no fabrico de locomotivas do mundo, com o modelo C-30, ao passo que o CFB está a usar na presente data o modelo U-20.

“ A partir de Dezembro desse ano as primeiras locomotivas começam a entrar no país”. garantiu o responsável.

O Caminho de Ferro de Benguela (ou CFB) é uma linha ferroviária de Angola e é também o nome da empresa que a explora - a antiga Companhia do Caminho-de-Ferro de Benguela SARL.

O CFB liga o Porto do Lobito, na costa atlântica, à povoação fronteiriça de Luau, na parte oriental ou leste do país. O CFB tem uma extensão de 1.344 quilómetros e dá acesso à parte mais interior do país.

Para lá de Luau, encontra-se ligado aos sistemas ferroviários da República Democrática do Congo e da Zâmbia. Através da ligação à Zâmbia é possível chegar à cidade da Beira, em Moçambique, e a Dar es Salaam, na Tanzânia, junto ao oceano Índico.

O CFB também se encontra ligado indirectamente ao sistema ferroviário da África do Sul. Desta forma, o os caminhos de ferro de Benguela faz parte de uma rede ferroviária transcontinental que, em 1899, o governo português iniciou a construção da ferrovia para dar acesso ao interior e às riquezas minerais do Congo Belga.

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