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Navio da Vale que rachou tem 80% da carga de óleo removida

A operação de salvamento do navio Vale Beijing, que apresentou rachaduras no casco, já retirou da embarcação cerca de 4.000 toneladas de óleo combustível. O volume representa 80% do volume total que deve ser removido.

A retirada do óleo deverá ser concluída nos próximos dias. Não há informação de vazamentos.

Segundo a empresa STX Pan Ocean, proprietária do navio, após terminada a retirada do óleo será avaliada a necessidade de fazer uma reparo emergencial no casco ainda na costa do Maranhão.

Caso não seja necessário, o navio seguirá viagem até um porto onde será feito um reparo definitivo. Segundo a STX, há possibilidade de a embarcação ser levada para um estaleiro na Turquia para conserto.

A retirada de parte do óleo combustível foi uma exigência do Ibama, para reduzir o impacto ambiental em caso de naufrágio. Estavam armazenados no navio cerca de 7.000 toneladas de óleo.

Com a retirada, será possível também equilibrar a embarcação, o que facilita um eventual conserto no local.

O navio sofreu rachaduras no casco dos tanques de lastros, localizados nos dois bordos do navio, durante a operação de carregamento de minério de ferro, no dia 3 de dezembro, no terminal Ponta da Madeira, em São Luís (MA).

Desde então, o navio segue na costa maranhense. Inicialmente, ele foi rebocado para um local a seis milhas náuticas (equivalente a 11 km) da costa e depois levado para uma posição mais distante, a 40 milhas náuticas (cerca de 70 km) por motivo de segurança.

O navio Vale Beijing tem 361 m de comprimento, 65 m de largura e capacidade máxima para 380 mil toneladas de minério de ferro.

As rachaduras no casco dos tanques de lastro surgiram quando já haviam sido carregadas 260 mil toneladas de minério.